domingo, 29 de março de 2009

Morre o compositor Maurice Jarre

Francês compôs trilhas de filmes clássicos como 'Doutor Jivago'.
Ele morreu neste domingo (29), aos 84 anos, em Los Angeles.



Maurice Jarre, compositor de trilhas sonoras de filmes que se tornaram míticos e fizeram a história do cinema, como "Lawrence da Arábia" (1962), "Doutor Jivago" (1965), e "Passagem para a Índia", (1984), faleceu na madrugada deste domingo (29), aos 84 anos de idade, em Los Angeles (Estados Unidos), anunciou à AFP seu filho, Jean-Michel Jarre, confirmando a notícia divulgada pelo site "Purepeople".

Maurice Jarre nasceu em 13 de setembro de 1924 em Lyon, na França, e compôs mais de 160 partituras cinematográficas para grandes diretores como John Frankenheimer, Alfred Hitchcock, John Huston, Luchino Visconti e Peter Weir.

Famoso pelas trilhas sonoras de grandes sucessos de bilheteria, foi vencedor de três Oscars, quatro Globos de Ouros, dois BAFTA, Grammy, e ASCAP.



Possui uma estrela na calçada da fama em Hollywood Boulevard. Além de suas composições para cinema e teatro, ele também compôs ballets, concertos, óperas e cantatas.

Fonte: http://entretenimento.uol.com.br/ultnot/afp/2009/03/29/ult32u20539.jhtm


Uma pena mesmo... Um dia para ir atrás de seu sonho, abandonou a família com Jarre ainda bebê... foi um gesto gigante de coragem... que bom que ele e Jarre se entenderam, e ele pode descansar em paz... que os céus confortem nosso Maestro e sua família...

quarta-feira, 25 de março de 2009

Primeiros Cartazes da nova Turnê




Nosso amigo Zé Carlos, o Zeca... me mandou por msn duas fotos dos cartazes dos concertos de Jarre na Europa... a irmã dele que está por lá fez as fotos, e mandou pra ele, que chegou até nós :) Obrigadão, Zeca!

quarta-feira, 18 de março de 2009

DVD China 81 - Saindo do forno FINALMENTE.


1. The Overture
2. Arpegiator
3. Equinoxe Part 4
4. Fishing Junks At Sunset
5. Band In The Rain
6. Equinoxe Part 7
7. Orient Express
8. Magnetic Fields Part 3
9. Magnetic Fields Part 4
10. Laser Harp
11. Night In Shanghai
12. Last Rumba
13. Magnetic Fields Part 2
14. Souvenir Of China

Um concerto antológico, que só havia registro em VHS, onde mostrava um documentário sobre o governo Chinês e o seu desenvolvimento na era Mao Tsé tung... as lojas que estão fazendo a distribuição online são estas.

Mightape http://www.mightyape.co.nz/product/
Jean-Michel-Jarre-The-Concerts-In-China/2734923/

Zillion
http://www.zillion.co.nz/listing/7537792/

JB Hifi
http://www.jbhifionline.com.au/Product
/367582/CONCERTS-IN-CHINA

EZYDVD
http://http//www.ezydvd.com.au/item.zml
/802599?ref=www.dvdplaza.com.au

Vídeo violento de Rap Sampleia Oxygene 2.

Nosso amigo Manel (é da espanha, e não de portugal, oh pá) me mostrou um link do youtube onde um grupo de rap chamado Falsalarma - com a músi........ah.... a sei lá o que movida a batida, intitulada Bondad o Malicia.

Será que rajé sabe deste trecho sampleado?

domingo, 15 de março de 2009

esperando a Cousteau

Internet era um sonho ainda não sonhado em outubro de 1990. Foi nessa época que participei de uma viagem a Buenos Aires, capital da Bolívia (brincadeira, eu sei que é do Paraguai). Enquanto a maioria de meus colegas de excursão (era a conclusão do 2° grau) planejava comprar futilidades em feiras e shoppings, minha prioridade eram as lojas de instrumentos musicais e discos. Nestas, a intenção era encontrar discos (bolachas mesmo) "raros" de Jean-Michel Jarre, artigos que eu nem fizesse idéia que existissem (não tinha nada de google, como disse). Além disso, o final de ano se aproximava, época na qual tio Jarre sempre costumava apresentar alguma surpresa.

Assim, já na primeira minha primeira manhã naquela metrópole, não foi nada difícil encontrar uma grande loja do ramo. Tasquei um "tienes algo de Jarre, loco?" pra um vendedor e o cara me levou até uma grande prateleira duma sessão de discos instrumentais. Mexericando, não foi difícil encontrar o primeiro sinal daquilo que procurava. Também, pudera: uma "orelha" amarela sobre um fundo azul? Até o Ray Charles enxergaria a quilômetros essa capa.Tá, o nome no disco era o do cara e a capa era esquisita. Até aí nada de mais. Mas, "caracoles", que diabos era aquele título em português (não, não poderia sem em espanhol)? "Esperando a Cousteau"? E, putz!, na contracapa todos os dados técnicos estavam em castelhano! Imediatamente liguei uma fato a outro anterior e dei-me conta do significado daquilo: tio Jarre viria ao Brasil para tocar no rio Amazonas, em cima do barco Calypso de Jacques Cousteau!!!Ok, viajei bonito. A verdade é que na Argentina os caras costumavam traduzir nomes e textos de discos de artistas gringos. Parece estranho, uma espécie de xenofobia, mas na verdade não é. Afinal, a mesma coisa acontece quando filmes americanos têm seus títulos versados para português. Pura estratégia em tornar o produto mais atraente ao consumidor local.

Quando retornei ao Brasil, fui feliz à loja de discos que frequentava exibir minha "jóia rara" para um dos vendedores que era meu amigo. Quando me viu entrando no recinto, o cara veio com um sorriso, trazendo nas mãos a bolacha de "Waiting for Cousteau", a versão brasuca do meu "tesouro hispânico". E o pior: com uma capa de cores muito mais bonitas. Ô, saco...

E foi assim que acabei com dois discos iguais - e ao mesmo tempo diferentes - do tecladista na minha coleção.

* Bareta não encontrou as outras supostas jóias jarreanas nessa viagem. Mas isso não foi problema. Aproveitou o tempo restante naquela bela cidade para se entreter com "otras cositas más".

sexta-feira, 13 de março de 2009

Jarre no Planeta Mellotron

No mundo moderno, tecnologia é ter esse mundo num apertar de botão. Chega a causar desânimo lembrar que para trocar de canal ou aumentar o volume da tevê, era necessário todo o esforço de levantar a bunda da poltrona, dar alguns passos, girar o seletor e fazer o caminho inverso. Viu? É chato até de escrever (e ler) toda essa embromação. Mas isso serve para ilustrar que nem sempre as coisas funcionaram a base de clicks. E se hoje, por causa de poderosos e - cada vez mais - acessíveis softwares, qualquer tecladista tem um piano, uma orquestra sinfônica ou mesmo um helicóptero na ponta dos dedos, isso se deve ao fato de que alguém que tirou a bunda da poltrona e fez o trabalho "pesado" lá atrás, nos idos dos anos 60, viu que as coisas poderiam ser mais fáceis se pudessem ser feitas com menos cabos, menos botões, menos peso e menos custo. Ganhou-se em praticidade e resultados. Perdeu-se em estilo (e resultados).

Tudo isso pra dizer que tá saíndo na gringa um novo livro sobre um dos mais inusitados e atípicos instrumentos inventados:

Mellotron: The Machine and the Musicians that Revolutionised Rock (Mellotron: A Máquina e os Músicos que Revolucionaram o Rock), de Nick Awde, 592 páginas, lançado pela editora Desert Hearts. Na Amazon.uk ele custa em torno de 20 libras esterlinas, o que dá uns 65 pilas. Como os impostos de importação não incidem sobre livros, tá aí a dica (só não esqueça do frete, né?). Interessou? Ó o site da loja:

Nick aborda o trabalho desenvolvido por caras como Tony Bank (tecladista do Genesis que tio Jarre costuma identificar como sua grande influência no instrumento) e Greg Lake (King Crimson, Emerson Lake & Palmer) até Bill Bruford (baterista do Yes e King Crimson), que externa seu ponto de vista sobre como foi trabalhar com bandas que utilizaram o revolucionário teclado. Além disso, há causos da relação de amor e ódio de diversos músicos com a complexa e inusitada mecânica do Mellotron.

Não sei se Nick Awde faz alguma menção a Jarre. Não me espanto também se isso não ocorre, afinal a obra refere principalmente a expoentes do "rock" progressivo. De qualquer modo, no documetário integrante do DVD Oxygene - Live in Your Living Room, tio Jarre nos leva por uma breve tour no palco do evento, apresentando seus sintetizadores clássicos e mitológicos. No meio de tanto equipamento, o Mellotron (no caso, um Mark II), o qual ele reconhece (assim a maioria dos músicos e entusiastas) como o primeiro teclado sampler da história (foi lançado em 1963). Anteriormente, Jarre já havia feito as seguintes considerações:

"O Mellotron, quando você pensa nele, quando você pensa no que ele é... Quero dizer, alguém pensou em substituir a corda de um piano por uma fita, e em substituir o martelo por uma tape-head (cabeçote). Era o sonho de qualquer músico daquela época ser um tecladista capaz de tocar uma orquestra completa. Talvez o mais interessante foi a revelação de que o Mellotron foi apontado originalmente como sendo uma 'banda-de-um-homem-só', máquina para clubes sociais e bares."

É difícil imaginar Oxygene part 2 sem a participação do Mellotron, sem aqueles nostalgicamente luminosos corais e flautas, oriundos de presets (tapes) desse teclado. Ou a transição de Oxygene 7 para Oxygene 8, sem aquelas cordas que parecem saídas de um rádio AM de nossos sonhos... Sem dúvida não seriam as mesmas músicas, certo?

Se Jarre não é citado por Awde, isso não significa falta de relevância do músico no mundo do bizarro equipamento. Existem outras fontes, com material muito mais amplo, sobre o instrumento. Planet Mellotron é uma delas. PM é um site especializado, onde um cara chamado Andy Thompson comenta sobre centenas de artistas que usam ou utilizaram o Mellotron, bem como faz reviews de álbuns fundamentais nos quais ele foi utilizado. No caso de Jarre, a "discollotronia" óbvia é Oxygene, Equinoxe, Oxygene 7-13 e Oxygene LIYLR. Eis os pensamentos de Andy sobre o conjunto do tecladista francês com o Mellotron (é uma análise direcionada principalmente aos "mellotronianos"):

Jean Michel Jarre tende a ser considerado como um "peso-leve" por aficcionados da Música Eletrônica (?), mas ouvindo novamente os seus dois primeiros álbuns, Oxygene e Equinoxe, eu realmente não sei qual é o problema. Melodia de mais, talvez? Você pode pensar que nunca ouviu esses álbuns, mas ouviu. Música de fundo ideal para a TV, Jarre teria feito milhões mesmo se ninguém comprasse essses discos. Mas compraram. E não foram poucos. Eu suponho que eles são o "Easy Listening" da EM, mas são muito melhores do que qualquer baba 'new age' que você costuma ouvir, embora eu não os chamasse exatamente de "desafiadores". Mas por que eles deveriam ser? Penso que, como a proverbial "boa música ", Jarre combinou habilmente melodias inatas com uma compreensão de música sintetizada melhor do que ninguém.

Oxygene contém um grande sucesso instantâneo intitulado Parte IV, mas Parte II é igualmente memorável, e dito isto, o álbum funciona muito bem como uma peça completa, apesar do seu status de disco comum em lojas de segunda mão (brechós). Não há muito Mellotron para ser ouvido no disco na verdade, tudo que eu posso ouvir são flautas e coros na Parte II, embora eu tenha ouvido rumores de que ele foi usado em todo álbum.

A primeira vista, Equinoxe parece ser Oxygene revisitado, mas leva um tempo para perceber isso. Afinal, por que é que ele colocou a música mais colante no início dos dois lados, em ambos os álbuns? O resto do lado B mantém os níveis de qualidade, então eu acho que é justo dizer que, se você gosta Oxygene, gosta Equinoxe. Muito menos Mellotron aqui, com o que soa um coro de vozes masculinas sobre a Parte 4, por isso não vá esperando que encontrar qualquer tipo de “Tron-fest”.

Após quase vinte anos de lançamentos cada vez menos frequentes, nenhum dos quais aos pés de seus dois primeiros álbuns em termos de coerência ou de qualidade, Jarre produziu e gravou a tardia continuação de Oxygene, Oxygene 7-13. É divertido constatar quantos dos instrumentos que ele usou no original estão listados novamente aqui: além do Mellotron, há um ARP 2600, um VCS3, AKS, algo de RMI e o inimitável Eminent. Sem surpresa, Oxygene 7 abre com o riff irmão-perdido-de-longa-data de Oxygene Parte IV, antes de passar através de vários “Jarreísmos” (essa é um neologismo muito bom) típicos durante seus mais de 11 minutos. O resto do álbum chega muito próximo do modelo original, acrescentando um certo ar contemporâneo, principalmente na programação de beats e sons. Jarre finalmente descobriu as cordas do Mellotron; Parte 7 tem tanto cordas como corais, com mais regular seqüência partes, com mais “strings” regulares nas partes 8 e 9. A parte 11 tem algumas cordas habilmente tocadas com pitchbends, com que as outras duas faixas citadas apresentam menos do mesmo.

Dez anos após Oxygene 7-13, para marcar o seu 30 º aniversário de lançamento, Jarre gravou Oxygene (New Master Recording), uma regravação completa de todo o álbum, utilizando três outros músicos e uma série de equipamentos antigos. Parece demais com a versão original, a tal ponto que, sem fazer uma comparação de nota por nota comparação, não consigo dizer a diferença. Evidentemente, o trabalho do Tron segue o mesmo, com coros na Parte II, embora desta vez ele seja tocado por Dominique Perrier. Os dois álbuns dos anos 70, embora muito bons, realmente não valem a pena para o Mellotron “front”, mas 7/13 certamente vale, por isso, se Mellotron é o que você quer, eu começaria por ele.

O site do Planet Mellotron: http://www.planetmellotron.com/

PS. Todos os discos do tio citados receberam 4 de 5 estrelas.

* Bareta acha que sua família sempre possuiu televisor com controle remoto. Até porque, nos seus primeiros 12 anos, ele era o "remoto". Se emperrase, voltava a funcionar rapidinho na base de um ameaçador "OLHA...", vindo de controle-pai ou controle-mãe. Viram? Com a tecnologia atual ninguém mais consegue esse resultado com o mesmo estilo.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Dominique Perrier - O Homem dos solos.

Numa entrevista concedida em 2006, ele fala sobre sua carreira com a antiga banda Space Art, sua relação musical com Jarre e a reação que teve quando Rondat tomou seu lugar em alguns solos clássicos de sua carreira.


GeeJee: Conte-nos como você começou na música.

Dominique: eu comecei a tocar piano aos cinco anos. Meu pai é um pianista, e meu avô era violoncelista. Eu estudei violoncelo entre 12 e 15 anos, eu consegui jogá-lo muito bem. Eu estava trabalhando a litografia na Ecole Estienne, onde eu encontrei um bom guitarrista de jazz onde eu aprendi a ler partituras de música, e eu fiz um muito progresso, neste momento, reuniu um grande número de músicos e cantores como Pe. David, com que eu fiz pela primeira vez um passeio em um jogo de Picasso "Le Diable Attrapé Par La Queue", acontecer em 1969. Houve o sofs-máquina, de quem eu era fã, que estava tocando na segunda parte. No início do novo ano escolar, eu terminei escola e fui Michel Assa (o baixista), que me juntou com Michel Fugain, a quem eu acompanhava durante dois anos e meio. Quando eu tinha 22 anos, comecei a escrever arranjos para Michel e para outros ... Aos 25 Conheci Eric Demarsan, com quem colaborou durante dois anos, depois foi a vez Christophe, que me fez conhecer o ARP Odyssey synth.

G: E você reuniu Jean Michel quando trabalhou com Christophe, certo?

D: Sim, encontrei Jean-Michel nos Studios Ferber, onde foram gastos noites com Francis Dreyfus e Christophe à pesquisa sobre esse pequeno teclado ...

G: Conte-nos como a sua banda "Space Art" .

D: Foi sobretudo uma necessidade, sempre tendo todos estes sons, para torná-los vivos. Após a gravação do "Bahamas", o álbum da banda de Christophe, ficamos, Roger Rizzitelli e eu. Aí tinha o seu tempo em cada bateria executando Ferber ... Tínhamos o estúdio para nós! Eu estava nadando nesta atmosfera musical. E isso foi feito em 15 dias, com um estúdio da ARP e as percussões, um Eminent e um órgão Hammond.


Espaço Arte
Dominique Perrier trabalhou com Roger Rizzitelli, que viria a juntar em palco durante Jean Michel's Shows Na China, para formar sua banda Space Art. Até o final dos anos setenta, tinham lançado 3 álbuns intitulados Onyx, Trip in the Center Head e Play Back 12 polegadas e um único direito Savons Nous Tout. Ambos são muito interessantes peças de sintetizador analógico história e são certamente vale a ser deixado pra trás. Ambos os álbuns foram re-emitidos no repertório alemão de rótulo, mas Onyx parece ser atualmente fora de série.


Onyx (1976), Trip in the Center Head (1978) e Play Back (1980)

G: Você, então, passou a trabalhar com Jean Michel, pela primeira vez diretamente.

D: Isso é quando eu estava voltando de Singapura, onde eu tinha ido a um piano-bar para relaxar. Jean-Michel deslocou-se a minha casa. Conversamos durante uma tarde inteira sobre esta experiência. E os concertos na China, bem ...
O olhar cheio com maravilha de alguns chineses, ingénuo e curioso, que estavam observando o nosso som da mudança em seus notebooks, permanecem para mim a melhor recordação destes concertos.

G: Qual foi o seu papel exacto durante os shows?

D: Para o primeiro concerto na China, eu tinha encontrado o meu instrumento: o Moog Liberation (o primeiro portátil). Foi realmente a liberdade, no momento em que teclado eram obrigados a permanecer trancados em uma enorme quantidade de máquinas. Isso é, evidentemente, o papel do solista JM me deu.
Eu o fiz com muito prazer ...

G: Como você colaborou com Fréderic Rousseau e Roger Rizzitelli durante os shows?

D: Fréderic Rousseau foi especializado em seqüências, com 8 pistas MDB, o pioneiro, eu acho. Quanto a Bunny, (Roger Rizzitelli) ele tem um maravilhoso som de bateria, uma única maneira de reproduzi-lo e, além disso, ele foi e ainda é meu amigo.

G: Depois que você trabalhou com Didier Marouani e sua banda Espacial, certo?

D: Sim, - Eu participei de uma turnê como tecladista. O trabalho foi diferente do JM, não houve a criação de faixas, foram arranjados, houve pontuação ...
Foi bom, especialmente faixas cantadas pelo "Vicking", um antigo membro da banda "Titanic".

G: Você não trabalhou com JMJ durante o seu concerto em Lyon em 1986 ...

D: JM não convidar-me para este concerto, não sei por quê, mas, logo que ele voltou, ele pediu-me para trabalhar os solos. Na verdade, a partir deste momento, eu permanecia em seu estúdio por um longo tempo.

G: Após isso, você se tornou colaborador de longa data de JMJ. O que vocês lembram daqueles extraordinários concertos ao ar livre?

D: Shows foram uma avalanche de tecnologias. Mas eles eram muito longos para preparar (6 meses no estúdio e cerca de 2 semanas no local). Em Londres, a chuva estava torrencial e nós no palco, montado em jangadas, começou a flutuar fora das docas ... pânico!

G: Você trabalhou em estreita colaboração com Jean Michel em alguns de seus álbuns entre 1986 e 1993. Qual foi o seu papel durante esta colaboração?

D: Eu trabalhei com JM no solo de Rendez-Vous 2, os violoncellos árabes sobre Revolutions, a Steel Drums em Waiting for Cousteau, os solos sobre Chronologie, e muito mais. Acho que eu estava muito perto de Jean Michel musical no seu espírito. Funcionou muito bem.

G: Durante o concerto, neste momento, você se tornou mais uma vez o solista da banda. Como você chegou a este papel?

D: Aconteceu espontaneamente...

G: Durante a Europe In Concert, Jean Michel escolheu para trabalhar com o Patrick Rondat como solista em guitarra elétrica. Esta competição te empurrou em um canto atrás de uma pilha de synths, pela primeira vez em uma década ...

D: Patrick Rondat se tornou um grande amigo. Ele é um virtuoso. A guitarra foi boa entre todos estes synths! Nunca fomos de competir ... pelo contrário! Ele reproduz perfeitamente as notas dos meus solos, uma verdadeira felicidade!

G: Qual é o seu instrumento favorito tocando sozinho?

D: Eu vou te chatear. É o piano. É um dos mais agradáveis, o que é uma sonoridade melhor.

G: Lembro-me de um antigo artigo seu favorito era um Kurzweil K2000 na época ...

D: Na verdade, eu amo muito o K2000, mas as coisas evoluíram ... agora há a o Triton ...

G: Quando tocar o solo no estúdio ou no palco, qual controlador midi que você gosta mais? Ou você prefere solo diretamente no teclado?

D: O Moog Liberation midiado, mas eu prefiro jogar diretamente sobre o synth.

G: Seu solo favorito?

D: Souvenir De Chine, versão ao vivo da Oxygene Tour com um Nord Lead.

G: Pode você realmente ainda toca todos aqueles solos?

D: Não consigo esquecê-los! Risos

G: E o que dizer de todos os fãs e músicos que tentam replicar o seu solo até nos mínimos detalhes?

D: Isso é bom no começo, mas você tem que criar o seu próprio solo quando você tem um pouco conhecimento técnico ... Sempre ouvir boa música e nunca copiar!

G: Você trabalhava em projetos privados enquanto trabalha com Jean Michel?

D: Claro, eu estava trabalhando em coisas pessoais, mas Jean-Michel era onipresente, e eu estava feliz como uma criança quando eu estava tomando o caminho para seu estúdio.

G: Qual é o seu mais memorável momento em que você trabalhou com ele?

D: eu tenho muitas boas lembranças mas vou escolher um ... talvez quando fomos para gravar os steel drums em Trinidad, a orquestra estava esperando por nós em uma garagem miserável, com as crianças que estavam brincando no pó ... quando começamos a tocar os primeiros andamentos, arrebatou lágrimas dos meus olhos. O chão começou a tremer, o tempo parou. Nunca tinha senti uma emoção tão grande.

G: No início dos anos noventa, você começou um outro projeto pessoal, uma banda, chamada Stone Age. Conte-nos sobre isso!

D: Uum amigo meu estúdio tecladista, Jérome Gueguen, me mandou uma demo cantada em bretão. Com Michel Valy (contrabaixo) e Marc Hazon (bateria) terminados, e fez outros títulos instrumentação com algumas faixas e dois títulos em Inglês cantado por minha mulher, Janette Woollacott.
Para faixas de Bretãon, que é Marielle Hervé quem cuidava da parte vocal.
Então, nós adicionamos os instrumentos tradicionais como bombarde e gaita de fole (Youenn Leberre), Yuleen tubo (Davy Spillane).


Stone Age (da esquerda para a direita): Jerome Gueguen (aka Lach'llaouet; synths, Voz, Acordeão, Keypipe), Michel Valy (aka Kervador; Bass, vocals, mandolim), Marc Hazon (aka Marc De Ponkallec; Drums, Percussions , Vocais) e Dominique Perrier (aka terracota; teclados, vocais). Não está na foto: Janette Woollacott (também conhecido por Maureen; vocals), Marielle Brenda & Hervé Gaëlle (aka Maribrengaël Tríade; vocals), Youenn Leberre (aka Youenn; flautas)

G: O que você pode dizer sobre o estilo de Stone Age? Muitas pessoas referem-se a ele como sendo semelhante à Era, Enigma e Deep Forest ...

D: Isso é verdade, mas, ao contrário Deep Forest, a nossa inspiração veio do nosso jardim ...(risos)

G: Na sua banda, todos tem apelidos ...você é chamado Terra Cotta, por exemplo. Qual é a história por trás desses nomes?

D: Existem os resultados de algumas reuniões divertidas ... Elas são puramente inventadas, exceto para o Marquês de Poncallec que realmente existiu (Hazon).

G: E Rondat Patrick estava envolvido também?

D: Patrick Rondat veio fazer algumas guitarras sobre o segundo álbum, porque ele tinha um som, que em si perfeitamente misturado com sintetizadores, vozes, e para os instrumentos tradicionais.

G: Qual é o seu papel na banda?

D: Meu papel foi passando de músico para o produtor, passando pela manutenção do estúdio ...

G: Será que você tocou em qualquer destes concertos?

D: Nós fizemos um passeio memorável na Bretanha, a interceltic festival de Lorient, Disneylandia, concertos em qualquer lugar um ambiente amigável e temperamental.
Desde o lançamento do primeiro álbum, os resultados foram muito bons no exterior: Japão, Austrália, Canadá, Estados Unidos (onde a banda se chama "Stone - Edge")

G: O que você pode nos dizer sobre o próximo álbum de Stone Age?

D: É o quarto álbum de Stone Age. Mais tocadoss (órgão, piano, baixo, bateria), ainda com os instrumentos tradicionais (bagpipes, bombardeia, flauta, desempenhado por Youenn Leberre, violinos, desempenhado por Robert LEGALL, violoncelo, desempenhado por Anton Yakovleff) vozes femininas (Janette Woollacott, e Marielle Gaël Hervé, Maria Popkiewics), René Lebhar na guitarra, assim como Patrick Rondat. É mais "vivo" do que os outros. Meu amigo Bunny Rizzitelli veio a dar uma mão numas programações de bateria em uma faixa. A realização deste álbum levou 3 anos. É uma homenagem aos índios americanos.

G: Você está também a trabalhar em trilhas sonoras, e você trabalha para a TV ... o que você pode dizer sobre isto?

D: Eu ri muito com meu amigo Bob Decout que sempre tem idéias que são irritantes demais, o caminho do diálogo e de um humor irresistível.
For RTL, - eu percebi algumas músicas com Gaya Bécaud (comunicação, informação, vírgulas, meteorológicos e genéricos)

G: Após o concerto em Moscovo em 1997, você parece ter desaparecido da le tribe. O que aconteceu ?

D: eu precisava ir embora a partir desta turnê, mas não de Jean-Michel, com quem eu ainda sou amigo.

G: Jean Michel muda a maneira como ele atua no palco, mas acho que muitos fãs JMJ acham que ele deve trabalhar com uma banda no palco.

D: Eu concordo plenamente.

G: Você é ainda muito popular e um monte de gente quer que você volte a trabalhar novamente com a JMJ ...

D: Mas tenho de pensar na minha família! (risos)

Entrevista retirada da Zoolook Fórum.

É isso, e realmente ele voltou a trabalhar com nosso tio. Bom pra Jarre, e pra nossos ouvidos.

segunda-feira, 9 de março de 2009

"The Magic", o grande truque de Jarre

Era um Fantástico qualquer de uma noite de domingo qualquer, só que em meados dos anos 80. Na época o programa costumava exibir no bloco final uma atração musical. Geralmente um clip do novo trabalho de algum artista famoso. E aqui está a primeira curiosidade sobre a estréia "global" do vídeo de Rendez-Vous IV: Jean-Michel Jarre era um desconhecido para a esmagadora maioria da população brasileira. Claro que a música era - e continua sendo - um clássico absoluto, um sucesso de público presente desde então em quase todos os concertos do tio. Também era certo que muita gente já tinha entrado em contato com Oxygene 4, Equinoxe 5 ou Souvenir of China. Só que poucos ligavam essas composições ao compositor.

Eram anos marcados por extravagâncias que passaram a fazer parte da memória como clichês bizarros tais quais cortes de cabelo mullet, ternos cítricos com ombreiras e mangas arremangadas, óculos escuros dos mais variados formatos e tamanhos, relógios multi-coloridos, etc. Jarre, assim como outros artistas, não deixou de ser influenciado por esses modismos. E aqui entra o grande barato do clip de RV4: um certo teclado em forma de meia lua, com teclas que acendiam ao serem pressionadas. Um instrumento que parecia ter saído direto de uma tela de Salvador Dali e cruzado com a calçada em que Michael Jackson pisava em Billie Jean. "Ali", o artista conceituado sem rosto dava lugar a um dos maiores ícones pop da história. Jarre forjava definitivamente a sua imagem de "mago do som e" - sobretudo - "da luz".

Visionário, Jarre notou que tempos extremos requeriam performances extremas. Não bastava somente estar armado de teclados e mais teclados até os dentes. Rick Wakeman, por exemplo, já havia utilizado esse cenário impactante centenas de vezes. Além do mais, o francês notou que montanhas de teclados o fariam virtualmente sumir no meio do incomparável espetáculo de luz que seus concertos estavam se tornando. Portanto, a alternativa foi brilhar junto, fundir-se ao show sem ser absorvido pelo mesmo. Assim, em 1986 a LAG (uma empresa francesa fabricante de guitarras e baixos) e o tecladista desenvolveram o equipamento customizado conhecido como "The Magic", que por si só já era uma atração e tanto. Aliado a persona de Jarre, que de fato parecia pretender emular um tanto a estampa de David Copperfield, e voilá... a mágica aconteceu.

O peculiar nessa história - e o que pouca gente percebe - é que pela primeira vez um músico se tornava mundialmente reconhecido ao unir sua imagem a um impressionante intrumento que na verdade... não produzia som algum. Convenhamos, isso ainda é muito estranho. Porque teoricamente "The Magic" foi concebido para funcionar como um controlador. Mas não foi o que ocorreu na prática. Embora utilizasse a tecnologia MIDI (protocolo de interconexão entre instrumentos digitais), o sistema era arcaico, não utilizava ainda o padrão estabelecido como "General MIDI", o que complicava que comandasse outros sintetizadores de maneira satisfatória. Além disso, embora vistoso, não era nada funcional, uma vez que não possuía bemóis e sustenidos, as famosas "teclas pretas" presentes em qualquer teclado. Elas só foram adicionadas no concerto de Lyon (foto acima), e mesmo assim serviam somente como enfeite. Mas para um teclado desse porte, funcionar ao vivo era só um mero detalhe. E nos anos que se seguiram a LAG criou vários novos conceitos de "The Magic" para Jean Michel, como o monstruoso Grand Central, presente em Docklands e que mais parecia um laboratório ambulante do Dr. Frankenstein.

Porém, como qualquer piada que se repete várias vezes, o truque foi perdendo a graça, o efeito desejado na platéia já não era o mesmo. E entre músicos, cada vez mais ao tio rendia a pecha de "artista de playback". Pior, muitos questionavam se ele realmente tocava alguma coisa, se não era uma espécie de Mily Vanily dos teclados, com músicos de verdade trancafiados no estúdio a fazerem seu serviço. Claro, era uma tremenda de uma ignorância, mas o estrago estava feito. Em 1995 Jarre aposentou definitivamente seus incríveis teclados circulares. A partir dos concertos de Oxygene 7-13 passou a utilizar sintetizadores "comuns", como o Clavia Nord Lead e o Quasimidi Raven, apesar de continuar a encenar que estava tocando na maioria das vezes. Obviamente ele também não abriu mão da presença da harpa-laser nesses espetáculos. Afinal Jarre sem ela seria como Darth Vader sem sabre de luz.

E o que aconteceu com o "Magic"? Ele está guardado como se fosse a Arca da Aliança em uma câmara secreta a vácuo da AERO Productions? Bem, há alguns anos ele - ou algo MUITO parecido com ele - deu as teclas em um famoso site de leilões europeu (PREPARE-SE: imagens chocantes):














Segundo o sujeito que estava vendendo o teclado, ele o havia encontrado abandonado em uma garagem. O valor do regalo em 2007 (época do leilão)? Um milhão de Euros, o que hoje equivale mais ou menos a três milhões de pilas brasucas (!!). Pelas imagens, verifica-se também que os pads exagonais para percussão acompanhavam o produto.

Infelizmente eu não sei qual foi o fim dessa negociação. Mas considerando o que Jarre pretende fazer com a nova turnê mundial intitulada "IN-DOORS", na qual ele promete executar em estádios seus maiores clássicos com a toda a megalomania de seus famosos mega-concertos, seria muito legal se pelo menos Rendez-Vous IV fosse tocada em um LAG. Porque, a bem da verdade, Rendez-Vous IV só é Rendez-Vous IV em um LAG. Sem um "The Magic" nessa música, Jarre parece Darth Vader sem a Estrela da Morte. Em nome dos velhos tempos, tio.

* Como qualquer fã tecladista, Bareta já sonhou em ter um LAG. O problema seria que algum imbecil sempre perguntaria quanto tinha custado aquele "Casio Sandy e Junior" tamanho família.

domingo, 8 de março de 2009

Oxygenese, uma homenagem de feras do Hammond

Hammondbeat Records é um selo norte-americano muito bacana, especializado em músicos, bandas e projetos (união de integrantes de grupos diversos) que tem o órgão Hammond como principal instrumento em suas composições. Link Quartet, Men from S.P.E.C.T.R.E., Leslie Overdrive, Sreamin Retro, Captain Hammond... Todos criam uma ótima mistura de rock, funk (não, não é "aquele" da Tati-Quebra-Barraco), acid jazz e progressivo, regada a muita lisergia e grooves fodásticos do peso de um paquiderme. Os grandes Jimmy (Smith e McGriff), negões mestres supremos do Hammond, devem estar com os beiços nas orelhas lá no Céu (ou em qualquer lugar mais divertido no qual possam estar), de tão orgulhosos. Enfim, a Hammondbeat é um delicioso prato cheio para qualquer amante desse maravilhoso instrumento eletromecânico.

Mas o que isso tem a ver com Jarre? Afinal, o tio ficou conhecido por extrair sonoridades de outro órgão, o Eminent. São ambiências etéreas, bem longe da atmosfera quente, rítmica e selvagem que o Hammond - em sua sonoridade senoidal combinada com speakers giratórios (dos quais a Leslie virou sinônimo) - geralmente entrega, mesmo em suas configurações mais "espirituais".

Acontece que um dos "projetos" lançados pelo selo se chama FUTURO SEVEN. Formado por Paolo "Apollo" Negri (organista líder do Link Quartet), Mario Janser (Men from S.P.E.C.T.R.E.) e Cyril Jean (Stereoscope Jerk Explosion), o Futuro lançou há pouco "The Oppenheimer Transmissions", um EP com quatro faixas que serve de aperitivo para o quarto álbum do grupo. Entre as músicas, OXYGENESE, "um tributo ao Poderoso Chefão do sofisticado som espacial: Jean Michel Jarre!". Onde que entra o Hammond nisso? Aí é que está, não entra. Porque os caras não são tarados apenas pelo instrumento que fez a fama de Jon Lord e Steve Winwood, mas também pelos novos/velhos brinquedinhos favoritos do tio Jarre.

Segundo o pessoal do Futuro Seven "boa tecnologia significa que a música será feita com máquinas analógicas. Isto significa que a música vai será composta com máquinas antigas que foram criadas por homens para serem usadas pelos homens. Ao contrário da atual tecnologia, que utiliza os homens como um instrumento, apenas os antigas (máquinas) podem ser usadas." Ok, os caras piram na batatinha. Mas isso não lembra o papinho atual de certo tecladista que conhecemos?

Você pode escutar um pouco de Oxygenese (e das outras faixas de The Oppenheimer...) aqui (difícil achar a música ou o álbum em freedownload):

Curioso sobre a Hammondbeat Records? http://www.hammondbeat.com/

* Como 99,9% dos tecladistas, Bareta já foi vítima da perguntinha mais infâme que persegue a classe: "Tu só toca o teu órgão ou também toca os dos outros?". Também, cara... Aquele que fica lá na #&%{§@ da tua maninha.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Entrevista com Christophe Deschamps






Talvez o nome Christophe Deschamps não lhe diga nada, mas se você voltar no no tempo em Paris La Defense, um 1990 e 14 de julho Deschamps vai lembrar quem foi o baterista da mega-concerto que Jean Michel Jarre deu nesse momento Você já reconhece o homem que estava atrás da bateria, neste concerto mítico. Pois bem, Christophe Deschamps foi amável em conceder uma pequena entrevista a Fairlight Jarre :

Fairlight Jarre (FJ): Para la gente que nao te conhece, podes apresentarte?

CD:Eu sou uma bateria de estudio francês, que trabalha principalmente em Paris.

FJ: Como começou sua colaboração com Jean Michel Jarre para o álbum Waiting for Cousteau e ao concerto de "La Defense?

CD: Eu não lembro, mas eu acho que Jean Michel chegou a mim através de amigos em comum e, em seguida, tivemos uma reunião.

FJ: Você pode nos dizer algumas memórias sobre a gravação do álbum Esperando Por Cousteau? Havia algum assunto que o termo não foi incluído na versão final do disco?

CD: Lembro-me de que na sessão de gravação foi o Guillaume Tell Studios e só gravou a bateria, onde tentamos encontrar o ritmo adequado. Lembro-me que usávamos um som muito seco, exactamente como eu gosto.

FJ: É Jean Michel Jarre um bom chefe? Soube sua música antes de trabalhar com ele?

CD: Sim, ele sabia que algo de sua música, como todo mundo. E sim, Jean Michel é um patrão muito bom, muito direto e amistoso também. Ele sabe exatamente o que ele quer.

FJ: Conte-nos algo sobre o espetacular concerto de La Defense.

CD: Foi, sem dúvida, impressionante, especialmente os ensaios. Durante o dia, houve alpinistas empoleirada sobre imóveis que, não sei como dizer, subindo pelas fachadas dos arranha-céus de colocar telas nas quais se projecta o espectáculo de luz Jarre's concerto. E lembro-me todos os carros de viajar através do túnel que estava sob o palco: os motoristas, uma vez que foram aproximando do túnel, foram para trás para ver as luzes instaladas em edifícios. Havia uma grande quantidade de tráfego durante a noite, foi muito emocionante. O catering também foi surpreendente, 500 pessoas comem. Eu podia comer na mesma mesa como os alpinistas, os meus heróis.

FJ: Nós temos a impressão, assistindo ao concerto, houve bastante música, com poucas exceções, tais como tambores, baixo, e algumas partes de sintetizadores ... É verdade?

CD: Havia um monte de segurança lá, então você não pode dizer o que estava sobre o sistema de som.

FJ: Quando e como ensaiaste as músicas a tocar no concerto?

CD: Em uma absolutamente nada glamourosas câmara do túnel que tinha, logo abaixo do palco.

FJ: O Tracklist Disponível do concerto de "La Defense é absolutamente incrível, mas o que havia questões que estavam previstas para tocar mais no fim não apareceu no Tracklist Disponível?

CD: Para ser honesto, eu não poderia decíroslo hoje, já passou um tempo muito longo.

FJ: On cancelou o concerto no México em 1991, foram-lhe entre os músicos que estavam a participar neste concerto? Se assim for, lembre-se os itens que estavam a ser interpretadas nesse show?

CD: Sim, eu estava indo para lá tocar e fiquei muito desapontado com o cancelamento do concerto, a idéia de jogar lá foi muito emocionante. E não, não me lembro o que estávamos Tracklist Disponível para interpretá-lo.

FJ: Por que terminou a sua parceria com Jarre's La Defense após concerto?

CD: Não me lembro exatamente, mas eu acho que foi porque ele não me chamou novamente.

FJ: Você ainda está a carreira de Jean Michel Jarre, no momento?

CD: Não, não sei, mas sei o que faz para um de meus melhores amigos, Claude Samard, quem leva a banda está atualmente excursionando com Jarre.

FJ: Você tem uma canção favorita do Jarre?

CD: Sim, essa canção com o som de um jogo de pingue-pongue. (NDR: Acreditamos que diz respeito Souvenir da China).

FJ: Você pode nos dizer alguma coisa sobre seus projetos atuais?

CD: Eu criei uma banda com alguns DJs e tocar as baterias enquanto os DJs alfinetamelectro music, tek, house, soul ... e eu adoro isso. É chamado Hi-Hatz e também tenho uma banda rock, Eles Ir.

FJ: Você já tocou na Espanha?

CD: Não, nunca, mas eu sou um grande fã de Fernando Alonso.

Tudo ao mesmo tempo agora!

Essa turnê Oxygene fez bem a Jarre, você não acha? Ok, mais uma vez, agora "modo infame" ON: Essa turnê Oxygene arejou bastante a cuca do tio Jarre, né não? Não estou falando só em lucro (e ele deve ter conseguido algum com esses espetáculos!). Refiro ao entusiasmo do francês em torno de montes de planos. E todos para 2009. Ah, o que um tempinho trancado em um busão na estrada não faz... Vejamos alguns desses planos:

Tem o (moribundo) concerto nas Ilhas Canárias, ao lado de Brian May (e com uns papos de que Phil Collins se juntaria ao projeto). Embora ande mal das pernas, o evento ainda não foi "pro espaço". De qualquer modo, é um compromisso assumido por Jarre que poderá ocorrer ainda neste ano, como planejado.

Também tem material novo. Parece que ele está trabalhando no próximo disco desde junho de 2008, catando sintetizadores antigos - e bizarros (aguarde matéria) - por todos os cantos do mundo virtual para a elaboração desse projeto. Aliás, ele estaria compondo e desenvolvendo ideias na estrada. Algumas fotos e vídeos de seu blog até o mostram fazendo isso (ou algo parecido). Embora não tenha dito que deveríamos aguardar esse lançamento para 2009... Tio, tá na hora de trampar de verdade!

Não esqueçamos da famigerada disputa da melhor cover no You Tube. Jarre botou pilha no casiotone dos tecladistas mortais de todo o planeta e até agora só selecionou uma interpretação (Equinoxe 7, tocada em um Korg M3 em conjunto com um Korg Radias). E as demais interpretações, tio? E o tal prêmio que tu ia dar pro vencedor? Vamo lá... O tributo quer passagem.

Aí aparece essa turnê "IN DOORS" que deve se estender até 2010. Tá, isso é legal. Afinal, quanto mais o tio curte tocar em teatros e casas de espetáculos, maiores ficam as nossas chances de ele vir ao Brasil (ou não?).

O fato é que nem um highlander como Mick Jagger consegue dar conta de tanta coisa ao mesmo tempo. Então parece que o que o tio ganhou em entusiasmo, perdeu em foco. Porque até "Chronologie" era isso que ele tinha de sobra. Com tanta coisa querendo acontecer ao mesmo tempo, é difícil tocar até "o bifinho" em um teclado, quanto mais compor um novo álbum. E isso era o que eu realmente esperava.

Mas deixemos isso de lado. Vamos deixar o véio se divertir. "Se" for divertido, a gente curte igual.

* Bareta até gostava da vida na estrada ao lado da banda. Na ida. A volta não era exatamente uma merda, mas... “Deus, alguém abra a janela que soltaram um gambá morto aqui!”

quinta-feira, 5 de março de 2009

Michel Geiss: "Perfeição está ao alcance de todo mundo!"

Ser fã de Jarre e não saber quem é Michel Geiss é mais ou menos como gostar de brigadeiro e afirmar que nunca comeu chocolate. Como não é o nosso caso, poupemo-nos de apresentações triviais. Pelo menos por agora. Geiss é O cara do CARA. Tipo Martin & Beatles, Batman e Robin, Deus e Maomé (brincadeirinha, seu filhote de Torquemada. Solta a porra dessa tocha!).

As declarações que você vai ler foram pinçadas de uma entrevista concedida há alguns anos por Geiss ao saite Amb France Music. Portanto não procure por comentários sobre o seu mais novo trabalho, "Perry Rhodan". Aqui, o que conta são as memórias do engenheiro sobre seu relacionamento com o tio Jarre, desde quando se conheceram até a sua saída da Le Tribe. Divirta-se:

Esta é uma questão (como se tornou um engenheiro de masterização?) que requer voltar no tempo. Eu vim para este trabalho através de uma porta muito especial: a do estúdio de Jean-Michel Jarre. Nossa colaboração começou em 1976, após uma palestra que eu tinha dado sobre o processo de síntese analógica, recém iniciado naquela época. Ele contratrou-me para trabalhar ao seu lado no álbum Oxygene, e nós continuamos a trabalhar juntos por muitos anos, colaboração que acabou há alguns anos (mais ou menos cinco, na ocasião desta entrevista). Fiquei atraído pela magia dos sons eletrônicos, que para mim sempre tiveram um poder de evocação, sonho, muito mais poderoso do que instrumentos acústicos. Então eu fiz esta escolha, que poderia quase ser chamada de uma "carreira" em torno de sintetizadores e música eletrônica.


Lembro-me dos trabalhos noturnos com Jean-Michel Jarre, em seus álbuns Oxygene e Equinoxe, momentos de criatividade sonora às duas ou três horas da manhã. Ideias "originais" chegando, que, provavelmente, não vêm à mente durante o dia. Não sei se outros pensam assim, mas acho que o fato de muitos músicos trabalharem à noite se deve porque (a noite) é um momento em que o músico se aproxima do seu subconsciente. Deve estar relacionado teoricamente ao processo de sonhar, de acordo com os nossos relógios biológicos. Então eu suponho que é certamente mais criativo ficar acordado nesses momentos.

Perfeição está ao alcance de todo o mundo hoje: o equipamento custa muito menos caro do que há 25 anos (Oxygene foi gravado em oito pistas!). Esta é a armadilha, na minha opinião: Ter mais e mais oportunidades para obter a perfeição. Pro Tools está aí, e muito poucos artistas conseguem fazer um registro sem passar por ele para fazer alterações: "a composição está um pouco insegura aqui, vamos reajustar milisegundos...". A produção está se tornando mais e mais detalhista, uma vez que a tecnologia permite. Na época, era limitada, fomos obrigados a manter a um nível mínimo por obrigação, espontaneidade era muito melhor, bem como o envolvimento dos intérpretes com a composição.

Jean-Michel (um perfecionista que pode gravar quarenta vezes algo em busca do melhor take) vai um pouco contra o que eu disse. Agora, com "automations" (controle automático de um mesa de mix, por exemplo) é possível fazer tantas versões de uma mixagem quantas você desejar. Mas na época de Oxygene e Equinoxe a tecnologia era muito diferente, tudo era mais difícil, e, entretanto, mais fácil de se comprometer, pois a "falha" tinha o seu lugar (comum a seres humanos). Era praticamente impossível mixar sozinho. Foi, portanto, um verdadeiro desempenho de grupo, e os erros de um de nós afetariam negativamente o trabalho dos outros.

Quando fizemos as gravações de "Oxygene", no geral não houve sequenciador ou MIDI, tudo foi impresso no rolar da fita, os sons foram programados manualmente, e não houve memória para armazenagem. Houve mais essa sensação de imediatez, que envolveu fortemente aquilo que estava sendo feito. Sem ser nostálgico, hoje a atitude é de considerarmos que sempre podemos reconstruir e melhorar: há mais e mais meios sofisticados de corrigir o som de uma atuação musical. Jean-Michel Jarre não escapou à tendência geral. Usou-a, tal como outros, para tentar alcançar um ideal.

Eu tenho um probleminha, ao contrário de engenheiros de masterização que não mixam - e eu tenho feito isso desde sempre. Eu acho um pouco frustrante escutar a possibilidade de melhorar algo na mixagem quando já é tarde demais (na masterização). Isso requer uma certa dose de humildade para um melhor resultado, quanto ao desejo insatisfeito de obter algumas melhorias.


Tá perdoado, mestre Geiss. Tá perdoado.

* Bareta não acha que Michel Geiss seja imprescindível para Jean-Michel Jarre. Além disso, também curte cerveja quente e churrasco congelado.

Um novo olhar sobre o mago do som e da luz

Após a biografia publicada em 1987 por Jean-Louis Remilleux (algumas peças usadas ainda podem ser encontradas na amazon.co.uk), Michael Duguay (Maicou Quem? Pois é...) lança uma nova luz na trajetória de Jean Michel Jarre, cobrindo a carreira do compositor desde sua infância em Lyon, e passando - em capítulos particulares, o que é muito legal - por temas como o GRM, Geiss, Juvet, Charlotte (yeah!), Equinoxe (YEAH!!) até acontecimentos recentes como os concertos de Gdansk e Merzouga, o lançamento de Téo & Téa (quatro páginas dedicadas a esta obra amada/odiada) e o retorno a Oxygene.

Em suma, é mais uma biografia sem o consentimento oficial do francês. Mas parece ser muito interessante, uma vez que foca pontos fundamentais da carreira de Jarre, como sua relação com Pierre Schaeffer, Michel Geiss, a concepção de Oxygene e a mudança para Croissy.

Lançado por uma editora obscura (Editions Coëtquen, alguém?), o livro tem uma versão em francês (Jean Michel Jarre, le magicien du son et de la lumière) que chegou aos sites no final do ano passado. Porém, se assim como eu o que você compreende da terra do Asterix é um "le livre est sur la table", saiba que no dia 31 de março será lançada a versão em inglês intitulada "Jean Michel Jarre, a sound and light wizard".

Ok, talvez você também apanhe do idioma da rainha. Eu também não sou lá essas coisas em inglês, mas lidei muito bem com "Changeling", a autobiografia de Mike Oldfield (um livro excelente, por sinal). Como a esmagadora maioria da literatura pop, biografias de artistas geralmente não utilizam palavras difíceis, rebuscadas. Pelo contrário, são acessíveis, com uma fluência tranquila. Por essa razão vou encarar o livro do Sr. Duguay.

Alguém mais?

Abaixo, o sumário da edição francesa (e algumas ilustrações):




* Bareta já pensou em escrever uma biografia do tio Jarre. Seria um sucesso de vendas de 50 exemplares. Aí ele viu o tufo que ia levar e esqueceu a maluquice.

Cartunista desenha situações Inusitadas de Jarre



quarta-feira, 4 de março de 2009

Jarre recebe tributo brasileiro ou: Que #@$$% de livro é aquele?


O nosso querido tio Jarre quase perdeu a chapa, tamanha sua felicidade ao ganhar o CD STEREOKROMATIK, o grande - e singular - tributo elaborado por Rivaldo Lima (Riva pros da casa).

Acompanhando o regalo, uma cópia do best seller do Professor Pasquale: "Português Passo a Passo".

Ok, pensamos em outros livros, outros autores... Mas pelo menos esse, além de vender que nem água em Merzouga, tá bem escrito. Cê queria o quê?

* Pinóquio é o desenho favorito de Bareta. Mentira, é Dumbo.

terça-feira, 3 de março de 2009

Vídeo do concerto nas Ilhas Canárias (ou quase isso...)

Enquanto não se resolve esse chove-não-molha que se tornou o projeto do tio Jarre e o Dr. Brian May (astrônomo ex-guitarrista de rock) nas Canárias, um sujeito resolveu nos dar uma prova do que podemos esperar de tal espetáculo, tocando covers de Jarre em um show em Tenerife, capital das ilhas:



Percebe-se pelo público (maluquinho-maluquinho) que o que não vai faltar é empolgação caso o evento principal ocorra no local. O mesmo não se pode dizer de espectadores aos milhões... ou dezenas.

Bom, talvez por ser um concerto das estrelas o tio esteja contando com a participação de extraterrestres na platéia (pra quem certa vez declarou que o público perfeito seria formado por pinguins...).

Que Brasil, que nada!

*Bareta sabe o que é tocar para uma platéia de milhões. Aconteceu há alguns anos, quando estava na estrada com sua antiga banda. E esse era o número aproximado de moscas, mosquitos, baratas e formigas no local do show.

Vinil ou Cd?



A velha discussão voltou à tona semanas atrás... o que é melhor afinal, vinil ou cd?
Tecnicamente de bate-pronto você escolheria o cd, pelo som ser cristalino, sem falhas, sendo possível até ouvir detalhes que num vinil seria mais trabalhoso identificar...

Mas eu responderia na lata. Vinil.
Pelo simples fato se ser gravado em forma analógica, como se alguém colocar um microfone perto de sua boca e você proferisse palavras, e fosse passada diretamente para um amplificador, você sente o calor do som. Diferente de você gravar pelo microfone duma mesa de som sendo transferida para o computador onde o processo é todo digitalizado. Fica bonito, fica mas ficou bem artificial no final.

No vinil é o mesmo caso, é como se a banda estivesse ali, tocando em sua frente, o som emite frequencias que talvez não percebamos audivelmente, mas nosso corpo sim, pois somos criaturas analógicas, e não digitais. Nosso ouvido é analógico.

A algum tempo atrás, comprei no Mercado Livre um vinil Concerts in China, na verdade eu já tinha um, mas numa versã mal feita, quando comprei em 1992 com meu primeiro salário. O disco vinha com uma capa simples, sem a famosa capa dupla, e sem encarte interno... neste que adquiri tinha tudo o que eu queria e mais um pouco... tinha os encartes internos, e aquela arte linda que se perdeu com o tempo, de você abrir a capa e ver aquelas imagens lindas daquela turnê que deixou uma cidadezinha chinesa sem energia por duas horas...

E o coloquei pra rodar... a sensação eu já havia esquecido... a caixa de som ficou como que mandando as vibrações daquela noite... eu já tinha colocado várias vezes os cds concerts in china, mas confesso que o vinil tem sim um sonoridade diferente, e diria MELHOR que no cd... o cd é frio, sem sentimento... fora q ue um dia algum fungo malévolo o poderá danificar, como já aconteceu com outros cds importados que tinha...

Vinil é vinil, me orgulho da época de escola quando levava os bolachões pro pessoal invejar... era status... todo mundo sabia quem voce era pelo simples fato de levar um vinil debaixo do braço...

Por isso quando alguém um dia me perguntar, Vinil ou cd? Respondo sem pensar.

VINIL!

Seguem as imagens lindas deste encarte dum concerto que ficou pra história.

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segunda-feira, 2 de março de 2009

Viva la Revolución! Veja o Téo & Téa venezuelano

















Nós, latinos, somos mesmo um povo maluco. Aí está uma versão venezuelana de Téo & Téa (ou "Tito y Tita", como se lê na foto).

A idéia foi no mínimo divertida. Mas não esperem pelo áudio, pois não existe, somente esta 'chorrada' (palhaçada, na língua deles). A autoria da imagem é do nosso amigo Jarreiro Mexicano Fer/Zuuluuk

domingo, 1 de março de 2009

Impressões Permanentes

Você já imaginou presenciar o majestoso concerto de La Defénse, em 1990? Ou estar entre alguns dos "sapos" ingleses em Docklands, em 1988? Não? Quem sabe você ache que um dos grandes momentos de Jean-Michel Jarre ocorreu em uma noite de 1995, sob uma resplandecente Torre Eiffel.

Bom, se você, assim como eu, faz parte de 99% dos jarreiros tupiniquins, com certeza só tem esses momentos e esses lugares na memória graças à televisão, ao vídeo, ao youtube ou o raio de tecnologia que seja. Não fomos afortunados - ainda - de compartilhar um concerto do mestre francês ao vivo.

Jarre costumava dizer que a grande peculiaridade de apresentações como aquelas era o fato de elas serem um momento mágico, único, algo que jamais se repetiria no tempo e no espaço.

O fato é que, como bom jarreiro que se preze, Guilherme Droozer não se deixou abalar pela perda daqueles momentos e foi à caça dos espaços. Aproveitando uma “carona” da irmã, Guilherme foi ao Velho Mundo e não pensou duas vezes em realizar uma pequena viagem pessoal que é o sonho de muito neguinho, inclusive meu.

O carinha visitou cada um dos lugares do primeiro parágrafo. Mais, ele registrou tudo em vídeo (acima). Guilherme deixa transparecer que, embora longínquos, aqueles momentos ficaram ligados a esses locais não só como lembranças, mas como parte de seus espíritos. Tornaram-se impressões permanentes, tamanho o espaço que englobaram, o público que atraíram e as emoções que provocaram. O próprio “caçador” não esconde que ficou arrepiado em cada um deles, principalmente em La Defénse e em Docklands (embora, ao assistir o vídeo, você possa pensar que esses arrepios se devessem ao fato de ele estar visivelmente se mijando de frio).

De lambuja, Guilherme nos leva até a porta da AERO Productions, o QG do tio Jarre em Paris. Com STEREOKROMATIK - o tributo brasileiro gravado por Rivaldo Lima (aguardem matéria) - na mão, ele até tentou fazer contato com as criaturas que habitam aquele planeta, mas infelizmente não teve êxito nessa missão. Melhor sorte na próxima carona, Guilherme.

Por último, vale lembrar que, como o grande cara que é, Guilherme não esqueceu de mandar lembranças a todos os amigos da comunidade Jean Michel Jarre Brasil, os quais ele se orgulhava em estar representando.

Nós é que ficamos orgulhosos de você, véio.


* Bareta não deu bola pelo Guilherme haver esquecido de mencioná-lo entre os colegas da comunidade no vídeo. Bobagem. Até porque não deve ser fácil pensar naquele frio absurdo, todo mijado.

Quanto vale o sonho?

Com a nova série de espetáculos denominada World Arena Tour prestes a iniciar, mais uma vez a velha questão de qualquer jarreiro vem à tona: Será que desta vez o tecladista vem ao Brasil?

Talvez este sonho nunca tenha sido tão palpável quanto agora, nessa nova "fase" de Jean-Michel em relação a suas fantásticas apresentações. Afinal, anteriormente sempre havia o empecilho do custo excessivo para um show aberto ao público, ao estilo de La Defense, Docklands, Houston... Quem bancaria tanta megalomania em tempos de crise (basta ver o anda-e-desanda do projeto das Ilhas Canárias)? O governo federal? Seria melhor o Lula tomar uma dose de impeachment direto na artéria.

No molde dos atuais concertos, independente dos motivos pelos quais o francês poderá novamente excluir a América do Sul de seu itinerário, permito-me viajar em um ponto:

Supondo que algumas apresentações - com direito a toda parafernália audiovisual - fossem agendadas em nosso país, quais seriam os valores dos ingressos?

Em São Paulo, a entrada mais barata da última passagem de Maddona (em um show que certamente está no porte dos novos de Jarre) custava R$160,00. A mais cara, R$600,00. Entretanto, Maddona é uma grande popstar, tem milhares de fãs entre os 8 e 80 anos (ok, forcei: entre os 8 e os 60), razão pela qual ela tocou em estádios como o Morumbi.

Não acredito que, mesmo com uma campanha publicitária massiva (que com certeza iria ocorrer), Jarre conseguisse o mesmo público da cantora norte-americana. Os tempos, como o próprio Jarre percebeu, são outros e o seu público é quase o mesmo de 20 anos atrás. No Brasil, por estar longe dos holofotes "globais", a expansão de admiradores do francês é inexpressiva diante dos demais fenômenos populares.

Por isso acredito que as apresentações seriam em grandes casas de espetáculos, que são os lugares ideais para que um público restrito possa assistir a espetáculos como esse, acima do gosto médio dos demais (preponderante).

Assim, e como muitos colegas da comunidade (Riva, Guilherme, Marcio, Leo...) já proclamaram, digo sem titubear:

PAGARIA MIL PILAS - NA BOA - PRA VER O SONHO ACONTECER!

Então a pergunta é: Quanto você pagaria?

* Bareta gosta de escrever várias coisas: "várias coisas".